Histórias reais: a cultura por trás da produção de cerveja

15 de abril, 2019
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Graças à imigração alemã, o Rio Grande do Sul é hoje um dos destaques na fabricação de cervejas artesanais. Assim, a bebida faz parte não somente da história, mas também da cultura que atravessa gerações. Foi assim com a família de Rafael Bohrer, aluno da i9 Academia. “Tive uma forte influência familiar: meu tio produz, meu primo já produziu e meu pai também era um amante de cervejas especiais”, comenta. Dessa forma, em meados de 2014, Rafael passou a dedicar-se à produção artesanal. “Fiz diversos estilos diferentes, mas atualmente curto muito as Sour Ales, apesar de nunca ter produzido uma”, confessa. Para Rafael, a cerveja representa, essencialmente, enriquecimento cultural. “Eu não bebo cerveja, eu consumo a cultura, os estilos, as histórias das cervejarias e dos polos mundiais”, destaca.

Saber viver esta essência, conforme muitos estudos, pode também significar investir em longevidade. Afinal, na dose certa, o álcool pode inclusive agregar benefícios ao organismo. “Sem dúvida nenhuma a cerveja pode ser uma aliada do bem-estar, não só psicológico, mas físico, e o lúpulo é uma prova disso”, garante Rafael. No entanto, para ele, este atributo não se sobressai aos quesitos culturais, sociais e psicológicos. “A palavra-chave, pra mim, é cultura acima de tudo”, afirma.

 

O DESTAQUE DO ESTADO COM A CERVEJA

Para Rafael, existe, sim, uma relação e uma herança da colonização alemã no sul do Brasil. “Não é à toa que o Rio Grande do Sul é um dos pioneiros na produção de cervejas especiais e um dos mais desenvolvidos nesse mercado”, avalia. Identificado como o Estado brasileiro com o maior número de cervejarias independentes, o território gaúcho tem até uma rota turística relacionada ao setor. Instituída desde 2018, a Região Cervejeira é formada por 22 municípios que vão do Vale do Sinos à Serra. A Rota das Cervejarias Artesanais inclui São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Sapiranga, Ivoti, Dois Irmãos, Morro Reuter. Também Santa Maria do Herval, Alto Feliz, Feliz, São Vendelino, Vale Real, Presidente Lucena, Linha Nova, Picada Café, Nova Petrópolis. E ainda Gramado, Canela, São Francisco de Paula, Igrejinha e Três Coroas.

Apesar de ter iniciado sua produção em 2014, Rafael precisou interrompe-la em meados de 2017. “Parei de produzir em virtude da minha pós-graduação, pois não tinha mais tempo para dedicar”, lamenta ele. Mesmo assim, destaca que, um dia, gostaria de transformar a atividade num negócio. “Mas não sei se efetivamente na produção. Talvez num bar, restaurante, um empreendimento relacionado”, idealiza. E você, possui uma relação especial com esta cultura?

 

Foto principal: iStock/BreakingTheWalls | Demais fotos: Arquivo Pessoal

 

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